Paira na mente de todos e todas que defendem que serviços essenciais têm que estar nas mãos do Estado a seguinte pergunta: Será que STF, MPF e TCU vão ser cúmplices de negócios tão suspeitos como a privatização do SERPRO e DATAPREV? O que estaria gerando tanto afã para privatização de empresas lucrativas e tão estratégicas para o governo, o Estado e para o povo brasileiro? Afinal, nada justifica o enorme empenho do governo Bolsonaro e das atuais direções das empresas para entregar esses dois patrimônios do povo brasileiro ao setor privado e colocar em risco os dados de todas as pessoas físicas e jurídicas do país. 


As ações visando as privatizações vão desde ataques de representantes do alto escalão do governo contra o corpo técnico das empresas, tentando desqualificá-los (https://bit.ly/39l7A1A ), a demissões de empregados e fechamento de escritórios/regionais. Além dessas iniciativas, o SERPRO por exemplo, na atual gestão está mudando o seu foco de atendimento na oferta de soluções e serviços, que desde sua criação era exclusividade do setor público e passou agora  a priorizar o setor privado em seus novos produtos. Paradoxalmente, o governo anunciou recentemente a intenção de contratar empregados temporários para realizar serviços de TI, que poderiam ser feitos pelos técnicos do SERPRO (https://bit.ly/32L7bEl ).


Algo parecido, em termos desse frenesi para privatizar essas empresas, ocorreu no governo FHC, onde as direções do SERPRO e DATAPREV também se empenharam bastante na tentativa de privatizá-las e ao final, ao menos do lado do SERPRO, o que se viu foram denúncias que levaram ao afastamento do então presidente da empresa (https://bit.ly/3huWGsN ) e descontinuidade de alguns serviços que haviam sido privatizados de forma suspeita ( https://bit.ly/39mncle ), tendo os mesmos que retornarem para o SERPRO.  


O jornalista Luís Nassif, em matéria do Jornal GGN publicada em setembro de 2019, já havia feito um alerta para os órgãos competentes e para toda a sociedade sobre os riscos que representam para o país e para os cidadãos brasileiros o processo de privatização que, absurdamente, vem sendo executado nas duas empresas. Leiam aqui a matéria e Fiquemos alertas!   

Escrito por: Wagner Silveira (Diretor de Formação do SINDPD/PE e empregado do SERPRO)