Após quatro rodadas de negociação, a Campanha Salarial dos trabalhadores e trabalhadoras das empresas particulares de TI chega a uma fase decisiva: de um lado, as empresas insistem em destruir os direitos dos trabalhadores; de outro, a categoria, em assembleia realizada nessa quarta-feira (12/9) reafirmou que não aceita perder o que conquistou ao longo de 32 anos.

Como pode ser visto no quadro abaixo, entre outras maldades, a contraproposta patronal inclui:
- Reajuste salarial de apenas 3%;
- Aumento da jornada de trabalho dos operadores, técnicos e auxiliares de 6 para 8 horas;
- Redução de 22 vales por mês para 1 por dia trabalhado, com corte nas férias e nas licenças médicas, além de implantação de desconto no valor do vale, de acordo com a tabela do PAT;
- Aumento da participação dos empregados no valor dos planos de saúde;
- Redução do percentual de horas extraordinárias dos sábados e domingos para 50%;
- Banco de horas anual, com as horas trabalhadas nos sábados, domingos e feriados compensadas sem nenhum acréscimo ( 1 hora trabalhada por 1 hora compensada);
- Fim da homologação das rescisões de contrato de trabalho no sindicato.

A instransigência dos patrões colocou os/as trabalhadores/as em uma encruzilhada: ou lutam, ou verão as empresas passarem com um trator sobre os seus direitos, destruindo anos de conquistas. Ou se mobilizam, ou aceitarão salários menores do que ganham hoje!

Confira aqui mais um quadro comparativo, que mostra o que prevê a Convenção Coletiva atual, o que o SINDPD reivindica e o cortes que o patronato propõe e a Ata da reunião de negociação dessa terça-feira (11/9).

Em função de todo esse quadro de retrocesso,  o Sindicato convoca todos os trabalhadores e trabalhadoras das empresas particulares de TI para uma Assembleia Geral Extraordinária, nesta segunda-feira (17/9), às 18 horas, na Avenida Rio Branco (esquina com o Banco do Brasil), para analisarem o resultado da nova negociação entre o SINDPD-PE e o SERPROPE, que acontece nesta sexta-feira (14/9), discutirem a contraproposta patronal e em caso de recusa, deliberarem pela instauração de dissídio coletivo ou deflagração de greve.

Esperamos contar com a presença de todos/as!

 

"O homem coletivo sente a necessidade de lutar"
Chico Sciense