No momento em que os trabalhadadores brasileiros se mobilizam para ir às ruas para se contrapor ao PL 4330, que gera a precarização das relações de trabalho, a Cobra Tecnologia, subsidiária do Banco do Brasil, dá um passo atrás e investe no retrocesso. Após assinar um Termo de Ajustamento de Conduta em 2012, sob intermediação do Ministério Público do Trabalho, em que se comprometia em substituir todos os empregados terceirizados, a empresa, agora BB Tecnologia, abre nesta quarta-feira (1º de abril) um pregão em que anuncia a contração de até 590 trabalhadores, por cinco anos.

A medida fere diretamente o TAC assinado pela BB Tecnologia, que se comprometeu a "substituir todos os terceirizados" até setembro/2014, prazo inicialmente definido em Acórdão do Tribunal de Contas da União e que foi posteriormente prorrogado até setembro/2015.

Pelo edital, a Cobra vai contratar até 218 técnicos administrativos e até 372 técnicos de operações nos 60 meses de vigência do contrato. As remunerações previstas para cada cargo são de R$ 4,1 mil e R$ 4,7 mil, respectivamente. O valor global estimado para todo o período previsto no edital é de R$ 160,9 milhões. A partir de cada solicitação, a empresa contratada terá entre 7 e 22 dias para apresentar os terceirizados.

Para a diretoria do Sindpd/PE, que também conta com empregados da BB Tecnologia em sua base, a iniciativa da empresa representa a quebra de um acordo firmado e um claro desrespeito aos trabalhadores e a Sindicato. "O Sindpd/PE vai cobrar coerência e cumprimento do TAC assinado pela BB Tecnologia. Não vamos aceitar retrocessos", registrou Glaucus Lima, presidente do Sindpd/PE.