Com a pandemia do novo coronavírus, pedir comida em casa tem sido a alternativa para tentar se proteger da contaminação e minimizar as tarefas domésticas. Mas por traz desse serviço existe um exército de entregadores, que além de se arriscar no percurso que percorrem até a entrega do pedido, não dispõem de qualquer tipo de proteção social ou direito trabalhista. Além disso, registre-se o triste paradoxo de que muitas dessas pessoas passam o dia entregando comida, sem sequer ter se alimentado.

Para se contrapor a essa realidade, nesta quarta-feira (1 º de julho), entregadores por aplicativos de alimentação como IFood, Rappi, James e Uber de todo o Brasil, farão uma paralisação de 24 horas, em 18 estados do país. A paralisação se dará em protesto contra o baixo valor pago por quilômetro rodado, os bloqueios feitos pelas empresas, caso eles se eles neguem a fazer corridas por não compensar financeiramente, e também contra o completo desrespeito à categoria, que é uma das que mais correm risco de contaminação pelo novo coronavírus (Covid 19), em função da atividade que exercem.

Segundo matéria publicada pela Central Única dos Trabalhadores (CUT), 98% dos entregadores por aplicativos deverão parar e muitos clientes têm se posicionado nas redes sociais em apoio à greve e se comprometido a não realizar pedidos nesta data.

A diretoria do SINDPD-PE, contrária à precarização das relações de trabalho, apoia a paralisação dos entregadores por aplicativos e convoca toda a categoria a se somar a essa luta. Nesta quarta-feira, dia 1º de julho, não faça pedidos por aplicativo. Com esse gesto você poderá contribuir pela conquista de direitos e melhores condições de trabalho para esses trabalhadores e trabalhadoras.