O Portal CUT está fazendo uma série de reportagens para lembrar à classe trabalhadora e a toda a sociedade quem são os deputados que aprovaram uma série de projetos que prejudicam os trabalhadores e trabalhadoras, a população mais pobre, que precisa de serviços públicos acessíveis e de qualidade, e o país.

O objetivo é claro, quem votou contra o povo e a classe trabalhadora não pode voltar a Brasília para fazer mais maldades. E a lista de maldades começa com a aprovação da PEC do Teto dos Gastos, também conhecida como PEC da Morte, que congelou investimentos públicos, em especial em áreas como saúde e educação; passa pela aprovação da reforma Trabalhista que acabou com mais de 100 itens da CLT e legalizou o bico no país, pauta dos patrões que só pensam no lucro; e pela entrega ao capital internacional do Pré-Sal, riqueza que pertence aos brasileiros.

Em Pernambuco, dos 25 parlamentares que votaram contra a classe trabalhadora, 21 disputam à reeleição. Veja abaixo quem são eles e o que aprovaram. "Todos precisam refletir se querem votar em quem foi a favor das medidas nefastas do ilegítimo de Michel Temer (MDB-SP) ou se querem eleger deputados comprometidos com os interesses dos trabalhadores e das trabalhadoras", diz o presidente da CUT, Vagner Freitas.

“É preciso enterrar o golpe que só gerou desemprego, miséria e aumentos absurdos dos combustíveis, entre outras mazelas”, diz Vagner, lembrando que os aumentos abusivos dos preços dos combustíveis, por exemplo, levaram centenas de pessoas aos hospitais.

Ele se referiu ao aumento no número de queimaduras no setor de queimados do Hospital da Restauração, depois que as pessoas passaram a trocar o gás de cozinha que não conseguiram mais pagar por gás clandestino, álcool ou etanol.

Entre as principais legendas fieis ao governo ilegítimo que votaram contra a classe trabalhadora, estão: PSDB, MDB, PP, PATRIOTA, SD, PODEMOS, PROS, PSC, PSD e PR.

O senador Armando Monteiro (PTB), que disputa o governo do estado, foi um dos senadores que ajudou aprovar a reforma Trabalhista e a terceirização. No último debate televiso, Monteiro foi acusado por seus opositores por ter votado contra o povo pernambucano.

A família Monteiro também está envolvida em denuncias de trabalho escravo. O jornal Brasil de Fato de Pernambuco publicou uma reportagem sobre várias ações e condenações em processos movidos pelo Ministério Público do Trabalho (MPT) contra familiares de Monteiro. Segundo a reportagem, mais de 1.400 trabalhadores já foram resgatados em situação degradante em terras da família do parlamentar, no estado de Mato Grosso. 

Já seu amigo Jarbas Vasconcelos do MDB, candidato ao Senado Federal, votou sim para a reforma Trabalhista, para a terceirização, entrega do pré-sal e PEC da Morte.

Disputando também uma vaga Senado, dois ex-ministros do ilegítimo Temer, Bruno Araújo (PSDB) e Mendonça Filho (DEM), foram favoráveis às medidas do governo golpista. Tanto Bruno quanto Mendonça se afastaram dos seus respectivos ministérios apenas para aprovar a PEC da Morte.

Deputados que querem voltar para Câmara

Os deputados Augusto Coutinho (SD), Jorge Côrter Real (PTB), Marinaldo Rosendo (PP) e o senador Fernando Bezerra Coelho votaram a favor do golpe, da terceirização e da reforma trabalhista.

André de Paula (PSD) disse sim para a PEC da Morte, o impeachment, a entrega do pré-sal às empresas estrangeiras, a terceirização e a reforma trabalhista.

Pelo DEM, o deputado Fernando Coelho Filho se vende nas redes sociais como defensor dos trabalhadores rurais, mas disse sim ao golpe que acabou com a democracia e direitos, ao congelamento dos gastos públicos e a reforma trabalhista.

Adalberto Cavalcanti (Avante) e Anderson Ferreira (PR) votaram a favor da reforma Trabalhista e da PEC da Morte. Já Danilo Cabral (PSB) votou sim para o congelamento de gastos públicos e reforma Trabalhista. Eduardo da Fonte (PP), Ricardo Teobaldo (Podemos) aprovaram o fim da CLT e terceirização.

Bentinho Gomes (PSDB), Daniel Coelho (PPS), Kaio Maniçoba (SD), João Fernando Coutinho (PROS) e Ricardo Teobaldo (Podemos) aprovaram a reforma trabalhista.

Os deputados Pastor Eurico (Patriota) e Fernando Monteiro (PP) aprovaram o golpe, a reforma Trabalhista, a entrega do pré-sal e o congelamento dos gastos públicos por 20 anos. Já Zeca Cavalcanti (PTB) foi a favor da terceirização e do Teto dos Gastos Públicos.

Deputados que votaram contra o povo, mas não disputam reeleição são: Cadoca (SD), Jorge Côrte Real (PTB), Anderson Ferreira (PR) e  Fernando Bezerra Coelho (DEM).

Confira aqui o diagnóstico das eleições 2018 de Pernambuco, feito pelo DIAP e o cartaz com os deputados que votaram contra os trabalhadores.