A organização para o Ato do #29M, foi pensado tendo como uma das prioridades o distanciamento social e os cuidados para prevenção da covid 19. Doações de máscara e álcool em gel e informações de como se comportar foram prioridade nessa, que foi a maior mobilização de rua desde o início da pandemia. Promover um Ato pacífico era ponto de convergência. As entidades foram às ruas contra um vírus ainda mais letal, que de maneira racional e premeditada, já promoveu o maior genocídio que o Brasil já assistiu, com quase 500 mil mortos. Fomos às ruas gritar por vacina e pelo Fora Bolsonaro!
Apesar disso, o que se viu no último sábado foram cenas de violência, truculência e desrespeito. O que se viu foi uma polícia com propósitos claros, sob a desculpa de dissipar uma "aglomeração", agredir pessoas, autoridades e atirar sobre inocentes suas balas de borracha e gás lacrimogêneo. Por que não se viu a mesma prática em atos pró-bolsonaro, sem máscara e atentando contra a democracia? Violência jamais será o caminho, mas como não registrar o tratamento desigual e preconceituoso dado pela polícia militar de Pernambuco aos manifestantes do último sábado? Igual tratamento truculento foi dado no mesmo dia, durante despejo de pessoas, em plena pandemia, em Amaraji.
Nós, que fazemos o SINDPD-PE, nos somamos à CUT e demais entidades da sociedade civil na cobrança por punição imediata para os responsáveis por essas agressões. Não se pode agredir uma representantes do poder legislativo, como foi feito com a vereadora Liana Cirne ou representantes dos movimentos sociais; transeuntes e cidadãos que exerciam seu direito à livre manifestação e tal absurdo ficar impune! 

Coletiva

Em função dos fatos ocorridos no último dia 29/5, o Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social (Cendhec), a Central Única dos Trabalhadores de Pernambuco (CUT-PE), o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra de Pernambuco (MST-PE) e o Movimento Nacional de Direitos Humanos ( MNDH) estão convocando uma coletiva de imprensa para esta quinta feira (3/6), às 10h, para denunciar a violência da polícia contra defensores de Direitos humanos e a criminalização dos movimentos sociais nos casos da Professora Erika Suruagy; no despejo em Amaraji (PE); e durante o ato do 29 de Maio, no Recife. 
A transmissão será feita pelas redes do site Brasil de Fato, apoiador do evento e perguntas deverão ser enviadas, previamente, ao e-mail comunicacao@cendhec.org.br. 

Participarão da coletiva:
* Tomás Agra, advogado do caso Amaraji e militante do setor de Direitos Humanos do MST;
* Jaime Amorim, da Direção Nacional do MST;
* Paulo Rocha, presidente da Cut;
* Manoel Moraes, presidente do Cendhec;
* Katia Pintor, coordenadora adjunta do Cendhec;
* Luis Emmanuel, Coordenador do Programa Direito à Cidade do Cendhec.

❗Na ocasião, serão lidos informes enviados a entidades internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU) e Organização dos Estados Americanos (OEA).

Texto: Assessoria de comunicação, com informações da CUT-PE