Em nota divulgada nessa quarta-feira (23/11), a direção bolsonarista do Serpro demonstrou mais uma vez o seu descaso para com os trabalhadores e as trabalhadoras da empresa, aplicando um reajuste astronômico sobre o valor do plano de saúde. 

Não se sabe se por pura maldade, ou se por vingança, devido à derrota que sofreu na Campanha Salarial, os diretores resolveram dar continuidade ao projeto de destruição da empresa e dos direitos dos/as empregados/as, aplicando o reajuste de 24,27% a partir do próximo mês.

Com tal aberração, muitas vidas serão expulsas do plano de saúde, pelo fato de não poderem arcar com uma despesa tão elevada. A direção sabe disso, mas esperar dela algum gesto de sensibilidade ou de humanidade, é querer muito, diante de tudo de ruim que já fizeram para a empresa e para os funcionários.

Se houvesse algum respeito e transparência, a empresa negociaria o reajuste com as representações dos/as trabalhadores/as e apresentaria previamente o estudo atuarial para análise e busca de soluções. Se houvesse boa vontade, a própria direção encontraria formas de não aplicar um aumento tão impactante no bolso das pessoas. Ao invés de qualquer um desses gestos, foram divulgadas três notas tentando justificar o seu ato nocivo aos trabalhadores e trabalhadoras, sem fazer nenhuma menção aos reais motivos pelos quais estão adotando tal medida.

A diretoria do Serpro sabe que ao não renovar os contratos dos prestadores de serviço da rede do PAS/Serpro, as despesas com o plano aumentam, pois a utilização da rede da CASSI, em detrimento da rede própria, gera custos maiores. Sabe também que a não realização de concurso público para ingresso de jovens na empresa e adesão deles e dos dependentes ao PAS/Serpro, eleva a idade média dos usuários aumentando assim os custos do plano. Sabe ainda dos preços exorbitantes cobrados pelos anestesistas, uma vez que a CASSI não tem convênio com a cooperativa deles e se o PAS/Serpro fechasse um contrato com essas cooperativas, o valor seria pago de forma tabelada e seria bem menor.

Portanto, está claro que o real motivo para a aplicação de um reajuste tão absurdo é a vontade de acabar com o  plano de saúde, ainda que isso seja uma medida perversa contra todos/as os/as trabalhadores e trabalhadoras.