Não satisfeita com sua conduta maléfica para os/as trabalhadores/as e para a empresa, a diretoria do Serpro parece não ter limites em seu ufanismo, e no informativo interno “primeira leitura” de 01/12/2021, enalteceu até as maldades que pratica.

O título da matéria leva a crer que a área de Gestão de Pessoas da empresa está imbuída em se aproximar das pessoas e facilitar suas vidas. O texto cita como supostas bondades a adoção do home office com oferta de produtos de TI, criação de app, realização de lives, uso do "Fale com a GP” e atendimento médico virtual.

O que ela não diz é que, ao invés de uma bondade, o home office tornou-se a única opção de trabalho na pandemia e que a empresa repassou os custos de energia, internet e outros para os/as trabalhadores/as, sabendo que nem todos podiam bancar e ainda usou o famigerado KPI para avaliá-los de forma distorcida.

O que ela também não diz é que o “Fale com a GP” e o atendimento virtual foram criados como consequência do projeto de privatização da diretoria, que incluiu em suas ações a destruição abrupta das áreas regionais de Gestão de Pessoas, deixando gestores/as e trabalhadores/as da área sem saber o que fazer e demais empregados/as sem saber a quem recorrer para tratar dos assuntos de seu interesse.
   
A Proposta de PPLR que a direção do Serpro quer impor, foi apresentada como uma forma de reconhecimento, quando na verdade não passa de mais um entulho autoritário e discriminatório. Vendo que ela está sendo reprovada nas assembleias, o Diretor Paiva não respeitou nem o momento em que era para homenagear os/as trabalhadores/as, no evento de aniversário da empresa e ao invés disso, resolveu ameaçá-los/as e às suas representações sindicais, para que aceitem a proposta. Que papelão!

O PDV, também discriminatório, pois impede a participação dos PSEs e Analistas da área de desenvolvimento, é igualmente tratado como uma bondade. No entanto, chega a ser uma perversidade para os PSEs, pois, ao mesmo tempo em que são proibidos de participar do programa, são sumariamente demitidos, quando devolvidos pelos clientes. 

A realidade é que enquanto a direção da empresa vive seu ufanismo diário, ela age para destruir direitos dos/as empregados/as e gerar um clima de ameaça com o extermínio de escritórios, áreas e programas da empresa, além de geração de desemprego interno para vários/as trabalhadores/as.

Afirmar que a Gestão de Pessoas no Serpro hoje está cada vez mais próxima dos empregados, mais do que mentir, é tripudiar com trabalhadores/as que amargam o desprazer de terem que conviver com uma das piores diretorias que a empresa já teve, marcada pelo autoritarismo, intransigência e falta de transparência, bem ao estilo do governo que ela representa.