Conhecer o que pensa o trabalhador de TI em Pernambuco no que diz respeito a trabalho, família, escola, religião, política, sindicato, relações sociais. Com esse propósito, a direção do SINDPD-PE realizou uma pesquisa inédita junto à base, aplicada nos anos de 2017 (segundo semestre) e início de 2018. Sob a coordenação do professor de Sociologia da UFPB, Roberto Veras e aplicado pela Norte Pesquisas, o trabalho resultou em aproximadamente 250 páginas de dados estatísticos, compilado em um resumo de cerca de 50 páginas, que estão sendo disponibilizadas à categoria via site e redes sociais. 

O resultado desse trabalho foi apresentado na tarde dessa quarta-feira (28/8), no auditório do SINDPD-PE. Para a presidente do SINDPD-PE, Sheyla Lima, a apuração de dados feita pelo sindicato, pela sua amplitude, se configurou em "uma pesquisa sócio-demográfica, que apresentou uma outra visão da classe trabalhadora de TI. "A pesquisa nos mostra a visão de 90% da categoria distribuída em várias empresas da capital e no Porto Digital e isso vem sendo usado para traçar as estratégias de ação junto à categoria", pontuou.

O professor Roberto Veras comemorou a interação entre os entes envolvidos no trabalho, que contou com a colaboração do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE) e do estatístico Lucas Gallindo. Durante a exposição de alguns dos dados apurados no levantamento, o professor destacou o fato da categoria ter um perfil predominantemente masculino e que no que diz respeito à remuneração, verificou-se que pessoas do sexo masculino e brancas são melhor remuneradas, em detrimento de mulheres e negros, que têm salários inferiores.

Dentro os vários dados levantados, pode-se destacar ainda: Pernambuco é o Estado do Nordeste onde são encontrados mais trabalhadores com carteira assinada até 2017; a categoria tem um perfil jovem, considerando-se que  65% se situam entre 21 e 35 anos; sobre o nível de escolaridade, 42% dos entrevistados acusaram ter concluído o ensino superior, o que somado ao superior incompleto (com 25%) totalizou 67%. A esses se somando os com especialização, mestrado e doutorado, temos um total de pouco mais de 89%. Confirma-se, assim, o alto grau de escolaridade desse segmento de trabalhadores;
 sobre os principais problemas enfrentados no dia-a-dia no trabalho, ganhou destaque o  problema da mobilidade, com destaque para o tempo e condições de deslocamento de casa ao trabalho e vice-versa, com quase metade das citações (48,7%).

Demonstrando a profundidade dos dados coletados na pesquisa do SINDPD-PE, foram coletadas opiniões dos trabalhadores e trabalhadoras de TI sobre vários aspectos sociais e que estão em debate na sociedade, como privatização, redução da maioridade penal, cotas raciais, aborto em situações de risco e estupro, casamento de pessoas do mesmo sexo, entre outros.

Confira aqui o conteúdo resumido da pesquisa.