Não é de hoje que os trabalhadores da Cobra de Pernambuco vêm se indignando com os sucessivos aumentos nos valores cobrados na mensalidade do plano de saúde. Reajustes enormes, nada compatíveis com os baixos salários e a inclusão do valor da coparticipação são os motivos de tanta indignação. Como muitos dizem: atualmente na Cobra está ficando insustentável manter o plano de saúde do titular e de sua família (minimamente falando, esposa (o) e dois filhos, no máximo). No momento crítico que o país vive atualmente, com uma crise gigante na saúde pública, com o SUS definhando por falta de recursos básicos e superlotação, a Cobra deixa seus empregados sem opção e tende a jogar ainda mais gente para depender desse sistema. 

Discutindo exaustivamente em Assembleia, os trabalhadores e o jurídico do SINDPD resolveram ingressar com uma Ação na Justiça em relação à coparticipação implementada unilateralmente pela empresa no último ano. A juíza Maria do Carmo Varejão entendeu e acatou os argumentos expostos detalhadamente pelo jurídico do sindicato nos autos: que não houve autorização expressa dos trabalhadores e nem tão pouco um processo negocial para que a empresa implementasse o regime de coparticipação do Plano de saúde. 

Sendo assim, a empresa fica obrigada a cessar imediatamente a cobrança da coparticipação dos trabalhadores da Cobra do estado de Pernambuco. Devoluções dos valores já pagos pelos trabalhadores serão tratados depois do trânsito em julgado da Ação, diz também a sentença.

Para maiores detalhes, leia aqui a sentença proferida pela Justiça na íntegra.