SERPRO agradece “maior lucro da história”, com promessa de arrocho salarial, corte de benefícios e direitos

A direção do SERPRO está divulgando o que chama de “maior lucro da história” e em agradecimento a quem dedicou sua força de trabalho e seu tempo para o alcance desse resultado, apresenta um pacote de medidas que ameaça seus benefícios e sinaliza um grande arrocho salarial.
Ao mesmo tempo em que a empresa divulgou seu fantástico lucro, em outro informativo interno (SINOR), apresentou seu pacote de “corte de gastos”, que prevê, dentre outras coisas: “reduzir os gastos com despesas assistenciais PAS/SERPRO”.
Se no momento em que a empresa atingiu esse resultado, sua direção afirma que vai reduzir os gastos com o plano de saúde PAS/Serpro oferecido aos trabalhadores(as), o que esperar da Campanha Salarial em curso?
Ao ameaçar com tais medidas, que mexem no bolso dos trabalhadores, de certa maneira a direção do SERPRO já respondeu a essa pergunta.
Da mesma forma, ao afirmar em um comunicado anterior que, após um mês de recebimento da pauta de reivindicações dos trabalhadores, só agora enviou para a Sest as informações necessárias para análise daquela Secretaria e não apontar nenhuma data para se reunir com as entidades sindicais, demonstra que manterá a estratégia do ano anterior de postergar o quanto for possível as negociações.
Não nos iludamos! O Presidente Amorim já emplacou sua marca de gestão, que prima pelo enxugamento da empresa, preparando-a para a privatização, às custas da exploração dos trabalhadores e trabalhadoras.
Seria bom que o zelo demonstrado para cortar gastos da empresa em cima de benefícios, direitos e dos salários dos(as) trabalhadores(as), fosse ao menos coerente com os gastos do presidente do SERPRO com viagens, inclusive internacionais. Mas não é isso que acontece.
Fiquemos alertas! A Campanha Salarial já começou. Na plenária que aprovou a pauta de reivindicações, também foi definida uma mobilização no próximo mês de abril/2025, para protestar contra o descaso da direção da empresa e os ataques desferidos por essa gestão contra os(as) trabalhadores(as), seja na Campanha, ou fora dela.
#Fiquemos unidos!
#Vamos à luta!