Secretário Nacional de Economia Solidária da CUT e diretor do SINDPD-PE coordena debates na COP30
O secretário nacional de Economia Solidária da CUT Brasil e diretor do SINDPD-PE, Admirson Medeiros (Greg), participou ativamente da COP30, realizada entre os dias 10 e 21 de novembro, em Belém (PA). Além de representar a CUT, Greg representou o Conselho Nacional de Direitos Humanos (CNDH), em nome do Fórum Nacional pela Democratização da Comunicação, levando a pauta da economia solidária e da comunicação democrática aos debates sobre clima e desenvolvimento sustentável.
Durante a conferência, Greg foi responsável por coordenar dois espaços de debate: o painel “Inteligência Artificial, Urbanismo e Soberania de Dados – Desafios e Oportunidades para o Meio Ambiente”, realizado no stand do Conselho de Arquitetura e Urbanismo e a roda de conversa “Transição Energética, Impactos e Alternativas Solidárias e Sustentáveis”, atividade organizada com o Consórcio Nordeste. Nas aberturas das atividades Greg recuperou a mensagem do presidente Lula, que cobrou que os diagnósticos sobre a crise climática saiam do papel e se transformem em ações concretas, reforçando o papel do Brasil e da Amazônia na agenda climática global.
Na roda de conversa sobre transição energética, que contou com a participação de Jandyra Uehara, secretária nacional de Direitos Humanos e Políticas Sociais da CUT, e de Rosalina Amorim, secretária nacional de Meio Ambiente da CUT. Durante a abertura Greg destacou que, para a CUT, qualquer processo de mudança na matriz energética precisa estar vinculado ao trabalho decente, à justiça social e a novas formas de produção e que economia solidária ocupa posição estratégica na construção de modelos que combinem trabalho decente, sustentabilidade ambiental, inclusão produtiva e democratização dos meios de produção.
Já no painel sobre inteligência artificial, urbanismo e soberania de dados, Greg chamou atenção para o avanço das chamadas “cidades inteligentes” e para a rápida expansão de data centers no Brasil, elementos centrais da nova economia digital. Ele alertou que, embora o país se destaque na transição energética, é necessário monitorar os impactos dessas infraestruturas sobre o meio ambiente e sobre a vida das populações, uma vez que os data centers são fundamentais para os novos meios de produção, mas possuem elevado custo energético e ambiental.

